
Este fim-de-semana foi reservado para um test-drive com a Specialized Enduro, um dos muitos modelos com que a loja CARREIRO & COMP nos tem brindado ultimamente para o efeito. De momento a loja tem mais 2 Stumpjumper disponíveis para test-drive e julgo que terá também uma Epic de 2009 também para test-drive dentro de dias. Na minha modesta opinião, estou totalmente de acordo com esta política da loja… lol
Há 2 anos havia testado a Stumpjumper e nessa altura rendi-me à suspensão total. Adquiri então uma Epic e estou totalmente satisfeito com a opção que tomei… dificilmente voltarão a ver-me novamente de rígida.
Desta vez foi experimentar uma bicicleta que está no patamar mais elevado das suspensão-total, no que diz respeito à vocação para a prática de BTT puro e duro… a Enduro é a bike que nos proporciona emoções fortes, se soubermos tirar partido daquele manancial de cursos disponíveis à frente atrás. Acima disso, o melhor é começar a pensar de forma diferente – começamos a entrar no DH.
Depois de 2 dias a andar com a bike apenas posso dizer que fiquei com água na boca… muita água na boca… estou de olhos postos na bike!!! Não vou entrar em muitos detalhes técnicos sobre o funcionamento da bike, dos travões, dos amortecedores, pneus… não vale a pena, pois não andei o suficiente para tal, nem sei o suficiente para isso. Vou tentar limitar-me apenas a tentar transmitir as sensações proporcionadas.
No Sábado rodei apenas alguns kms para me familiarizar um pouco com a bike antes de fazer o “Reverse” previsto para Domingo, e que tantas expectativas estavam a criar entre a malta. Nessa manhã não tinha feito o ajuste da pressão dos amortecedores para o meu peso e achei a bike um pouco instável na altura. Depois de um telefonema para o Alberto durante a tarde, lá retirei uns quantos “psis“ à frente e atrás e ficava assim feita a afinação para o Domingo. Ficou-me no entanto na retina, a aparente facilidade com que movemos uma bike com as características da Enduro. Quando se olha para a bike um dos primeiros pensamentos é do género “Como é que se sobe e rola com isto?”. Seria de esperar que rolar e subir fosse um pesadelo… enganei-me e bem nesse aspecto. A Enduro rola muito bem para a geometria e fim a que se destina, e e se não pensarmos em ser os primeiros a chegar ao topo, rapidamente esquecemos que estamos a puxar uma bicicleta com 150mmm de curso á frente e atrás.
No Domingo, as hostilidades começaram desde o km 0, com a descida do “via rápida” e deu para perceber de imediato que a bike com as afinações “novas” tinha melhorado de forma significativa o seu comportamento… aos poucos fui ganhando confiança. Os kms iam passando e os obstáculos iam sendo ultrapassados como se nada fosse. O verdadeiro teste foi feito já depois do grupo se ter separado, durante a descida até Água D’Alto. Quando me recordo que há apenas poucas semanas fiz das tripas coração para conseguir descer ao ritmo do Narciso, Melo e companhia com a Epic, tenho dificuldades em perceber as sensações que tive ao descer com a Enduro.
Desci como nunca tinha descido até hoje. As curvas, lombas, valas, buracos, pedras eram galgados em fracções de segundo. Só tinha tempo de apontar a bike para a melhor trajectória possível e deixar o resto por conta dos 2 amortecedores fenomenais que a seguravam o melhor possível ao chão... nem sempre com sucesso, pois por várias vezes voei baixinho… lol. Foi incrível e ainda hoje tenho vestígios da adrenalina que se soltou naquela descida. E a verdade é que sinto que não cheguei ao limite do que aquela máquina nos permite fazer… penso eu.
O que dizer da Specialized Enduro? Respondo fazendo uma pergunta. Porquê só agora?




















