Não costumo alterar os posts, por isso vou manter o que escrevi há dias, mas pretendo acrecentar algumas coisas, neste dia (10 de Outubro) quando estamos a pouco mais de uma semana do início do curso.
Estão confirmadas nove inscrições:
- Jorge Medeiros, Marco Cabral, João Davide, Luís Alves, João Paulo Medeiros, André Arruda (todos ligados ao NC);
- Paulo Rebelo (ligado à PH Clinic)
- Igor Furnas.
- Pendente está ainda a inscrição de 1 ou 2 elementos pelo Santa Clara.
O que é que me apetece dizer? Acreditem que me apetece dizer muita coisa, mas vou tentar ser breve.
O Curso de Treinadores teve boa adesão e foi importante, pois a não existência de treinadores em São Miguel colocava em risco uma coisa tão simples como é a da constituição de uma equipa, que tem de ter obrigatoriamente uma pessoa com o curso nas suas fileiras.
Já temos treinadores, mas continuam a faltar outras 2 coisas fundamentais para que a modalidade (que todos dizem gostar) continue a crescer de forma gradual.
- Refiro-me claro está em primeiro lugar à constituição de uma Associação de Ciclismo que permita responder de forma mais eficaz e clara às necessidades actuais;
- Em segundo lugar refiro-me à falta de formação das pessoas ligadas à modalidade, o que em meu entender pode ser colmatado com a frequência do Curso de Comissarios.
O curso de treinador foi muito importante, mas não ensina às pessoas o que é o ciclismo, como se organiza a modalidade, como se regulamentam as coisas relacionadas com o funcionamento das provas e organizações das mesmas. A constituição de um colégio de comissários é um passo fundamental para a credibilidade disto tudo.
De forma como os "amantes" da modalidade responderam ao desafio que lhes foi lançado com este curso, podem facilmente constatar que cada vez mais estão a sobrecarregar as mesmas pessoas... são quase todas ligadas ao NC.
As pessoas que se dizem gostar disto, que pretendem e que estão envolvidas no crescimento do ciclismo através dos clubes (atletas, dirigentes, directores) deviam reflectir um pouco melhor, pois da forma como estão a ficar estruturadas as coisas estão a construir uma modalidade como quem constrói um castelo em cima de areia. Não vai ter solidez, porque fica tudo demasiado concentrado num grupo de pessoas amigas e como sabemos isso não é bom.
Depois para que servirá todo o investimento que estão a fazer a nível dos clubes? Vão começar tudo de novo?
Na minha opinião era necessário envolver pessoas de outros quadrantes, de outras equipas, com outras sensibilidades. O Curso que começa daqui a uma semana é uma oportunidade única de dar a conhecer às pessoas o ciclismo na sua vertente organizativa (e não só).
Mesmo que as pessoas frequentem o curso sem ter em mente a perspectiva de vir a exercer a actividade de comissário, ficarão com muitas mais possibilidade de abraçar a vertente directiva/organizativa para que todo este trabalho no futuro não seja em vão.
Se for para avançar com a constituição de uma Associação, vão querer que sejam os mesmos a assumir os cargos de Direcção e responsabilidade? Pois bem ai começa outro problema, que são a incompatibilidades. Se eu, o Marco, o David (por exemplo), fizermos parte de uma direcção da Associação, não poderemos exercer a actividade de comissário... e depois?!? Os outros que sobram são atletas e quem vai fazer de facto o comissariado das provas? Voltamos à estaca zero.
É preciso mais gente a fazer o curso!
Este é o último apelo que faço. Podem inscrever-se até à próxima Terça-feira, por isso têm tempo de reflectir mais uns dias.
FICHA DE INSCRIÇÃO

PROGRAMA


Nem só de provas vive o ciclismo... temos de pensar na estruturação da modalidade e é neste sentido que vamos ter mais um curso de formação aqui nos Açores. Trata-se do CURSO DE COMISSÁRIOS DE CICLISMO e é mais um passo para a credibilização desta modalidade na região. Decorrerá nos próximos dias 18, 19, 25 e 26 de Outubro e 8 e 9 de Novembro, sendo o exame final no dia 29 de Novembro.
As exigências da modalidade estão cada vez maiores... as responsabilidades para quem organiza e compete também!
Até à data não houve nenhuma situação relacionada com as provas e o desenrolar das mesmas que não tivesse sido ultrapassado sem o consenso e entendimento de todas as partes, mas até quando? Com este curso, estamos a salvaguardar os interesses de todos e sobretudo a credibilizar ainda mais a modalidade.
Como é óbvio, este curso não interessa apenas a 2 ou 3 pessoas... é importante termos muita gente a frequentar o curso (o mínimo de inscritos para a realização do curso são 10).
Fica aqui mais este desafio... mais uma vez a palavra é vossa!
Fiquem bem!