
quinta-feira, janeiro 31, 2008
BICICLETA ROUBADA!

XC PINHAL DA PAZ 2008
quarta-feira, janeiro 23, 2008
GIRO DE ITÁLIA
De facto, há milhares de bicicletas a circular e estacionadas nas ruas, e toda a gente usufrui deste meio de transporte, desde a elegante velhinha que vai beber o seu chá até à esplanada (mesmo à chuva !!!), até ao executivo, que vai todo engravatado para o seu emprego, com a sua pasta presa no suporte traseiro da bicicleta.
E o mais incrível é que não se ouve uma buzinadela que seja, de nenhum carro, nem aqueles impropérios a que já estamos habituados a sofrer, quando nos deslocamos de bike numa grande cidade.
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QUEM SABE, A NOVA APOSTA DO ANDRÉ ARRUDA, PARA 2008
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PARA ACABAR, NÁPOLES É A CIDADE MAIS ANÁRQUICA DE ITÁLIA. NINGUÉM RESPEITA SENTIDOS PROIBIDOS, OU FILAS (DE QUALQUER ESPÉCIE...) NEM COISA NENHUMA. DAÍ, O CAPACETE QUE O SINAL RECOMENDA...
Agora, entrando num tom mais sério, é vergonhoso que, numa cidade praticamente plana, como Ponta Delgada, se vejam tão poucas bicicletas a circular. As pessoas são preguiçosas, querem levar o carro até à porta do emprego, e as poucas que pegam na bicicleta, desistem logo no dia seguinte, porque lha roubaram...
Os incentivos também são poucos - há uns anos tentei organizar uma prova de BTT, no «Dia Sem Carros» e colocaram-me tantos entraves que desisti.
E aqui nos Açores a malta das bicicletas ainda é olhada um pouco de lado, como sendo «os maluquinhos das duas rodas» - isto, numa altura em que, cada vez mais, deveria de haver uma maior consciencialização para a prática de actividades desportivas...
domingo, janeiro 20, 2008
Sete-Cidades... o paraíso mora aqui mesmo ao lado!
quarta-feira, janeiro 16, 2008
TRATAR DA PAPELADA!
No próximo Sábado (dia 19) é dia tratar da papelada toda e quem quiser poderá também tratar da questão do atestado médico. Apareçam às 9h00 junto à igreja matriz de Ponta Delgada!
Quem aparecer traga os seguintes documentos:
- duas fotos tipo BI
- uma cópia do Bilhete de Identidade
- no caso dos menores de 18 anos é preciso também uma cópia do BI da pessoa responsável.
Valores das Licenças para 2008
Cadetes (15 e 16 anos) - 30 €
Juniores (17 e 18 anos) - 38 €
Sub-23 (19 a 22 anos) - 60 €
Elites (23 a 29 anos) - 80 €
Veteranos (+ de 30 anos) – 55 €
CLUBES - 70 €
Agentes desportivos (treinadores, directores desportivos) - 27 €
Agentes desportivos (organizadores) - 18 €
Quem não puder aparecer no Sábado ligue-me para combinar uma alternativa.
sábado, janeiro 12, 2008
PROGRAMA DE TREINOS 2007-2008

APLICAÇÃO PRÁTICA DAS ZONAS DE TREINO
Com o que escrevo a seguir acabo por repetir um pouco do que havia feito num post sobre as zonas de treino. Mas nunca é demais relembrar e além disso são referidos alguns detalhes que ajudarão a compreender melhor o esquema de treinos proposto.
Treino na zona E1 (65-75% da FCM)
Os treinos efectuados nesta zona devem ter uma duração mínima de 1 hora para surtirem o efeito desejado. A esta intensidade, o incremento do volume de treino é o único meio de atingir os objectivos pretendidos, por isso têm de ser feitos de forma sistemática e progressiva (aumentar as horas de semana para semana).
Nos períodos BASE e PREPARAÇÃO, os treinos na zona E1 podem ser feitos na metade superior da zona alvo (se o intervalo de treino é entre as 132 e as 150 bpm, significa treinar entre as 140 e as 150 bpm).
Durante o período de COMPETIÇÃO os treinos na zonaE1 devem ser treinos de manutenção e recuperação fundamentalmente e como tal devem ser feitos na metade inferior (entre as 132 e as 140 bpm).
Os corredores podem achar esta zona de certo modo aborrecida, no entanto é a acumulação destes treinos longos que irá produzir algumas das melhorias e adaptações mais significativas no nosso organismo e termos fisiológicos.
Treino na zona E2 (75-80% da FCM)
Esta é a zona onde a maioria dos ciclistas despendem a maior parte do seu tempo de treino. Tal como na zona E1,os treinos nesta zona irão produzir adaptações do sistema cardiovascular, mas com um custo energético superior. Esta zona deve ser usada sobretudo como “aquecimento” antes de efectuar treino intervalado ou outros igualmente intensos. Quando fazemos BTT é muito comum andar nesta zona e é até “mais confortável” do que quando andamos nas mesmas pulsações em estrada.
Treino na zona E3 (85-90% da FCM)
Os treinos nesta zona são feitos numa intensidade muito próxima daquilo a que chamamos “ritmo de corrida”. São destinados a expor os músculos a esforços duros, semelhantes aos que impomos nas corridas, mas sem ultrapassar o limiar anaeróbio, ou seja, sem ultrapassar os 90% da FCM (isto é importante reter).
Nem sempre é fácil simular ritmos de corrida sem ser em competição, por isso os treinos em grupo podem ser úteis para este treino. Outra alternativa são os treinos em montanha onde é mais fácil manter as pulsações elevadas.
Intervalos
Vou descrever 3 tipos de intervalo que correspondem a 3 finalidades distintas: subir o limiar anaeróbio, subir o VO2 máximo e estimular o sistema de ATP.
- Subir o limiar anaeróbio. Os intervalos para este tipo de treino têm uma duração de 15 minutos e por isso são chamados “intervalos longos”. Estes intervalos são executados durante a parte final do período BASE e durante os períodos PREPARATÓRIO e de COMPETIÇÃO. São executados no limiar anaeróbio com uma pulsação ligeiramente abaixo dos 90% (1 a 5 batimentos) sem no entanto ultrapassar esse valor. Nas semanas em que existe tempo destinado a estes intervalos, devemos contabiliza-los como treino E3.
- Subir o VO2 máximo. Os intervalos para este tipo de treino têm uma duração máxima de 5 minutos e como tal são chamados “intervalos curtos”. Estes intervalos são executados na fase final do período PREPARATÓRIO e durante o período de COMPETIÇÃO. Estes intervalos preparam os músculos de forma a tolerarem elevadas concentrações de ácido láctico. Quando na tabela vemos 5 min. LT-5/LT-50’’ significa a execução de 1 intervalo de 5 minutos mantendo a pulsação 5 batimentos abaixo dos 90%, com a recuperação até menos 50 batimentos abaixo dos 90%. Confuso?!? No meu caso, que tenho uma pulsação máxima de 200 pulsações, 90% corresponde a 180 batimentos. Para executar o intervalo descrito devo pedalar durante 5 minutos mantendo a pulsação nas 175bpm. Passados os 5 minutos abrando o andamento e como tal a pulsação vai baixar. Quando a pulsação baixar até às 130 bpm dou início a mais uma repetição. Outro exemplo: 2 min. LT +5/30 – Intervalo de 2 minutos executado a 185bpm, com a recuperação a terminar quando a pulsação baixar até às 150bpm. Nesse momento início o intervalo seguinte.
Ter atenção ao seguinte: antes de executar um treino de intervalos, fazer um aquecimento de 15-30 minutos na zona E1 e depois executar 2 ou 3 esticões para fazer subir a pulsação até 5 batimentos da nossa zona alvo do intervalo, com recuperação completa. Só depois se devem executar os intervalos.
- Sprints – Este treino é feito ao longo de todo o ano, com maior incidência nos períodos PREPARATÓRIO e de COMPETIÇÃO. Os sprints devem ser executados de forma repetida e em períodos muito curtos (10 a 30 segundos), mas devemos dar tudo, mas mesmo tudo durante a sua execução. A recuperação deve ser total e pode chegar até aos 5 minutos. Podem ser feitos durante qualquer treino subindo por exemplo a cadência para valores bem acima do considerado confortável, ou então, fazer arranques em subida numa mudança mais baixa do que o normal.
COMO PLANEAR UMA SEMANA DE TREINOS
BASE
O treino principal durante este período deve ser feito na zona E1 e fazendo também algum tempo na zona E3. Os intervalos longos devem ser incluídos durante as semanas finais deste período. Adquirir uma boa base de condição aeróbia durante esta fase é a única forma de melhorar de ano para ano. As melhorias nesta fase podem nem sempre ser muito evidentes, mas não a fazer fará com que nunca cheguemos perto do nosso potencial. É o que dizem os especialistas e eu acredito piamente nisto.
Programar uma semana de treinos neste período é muito fácil. É nesta fase que se deve integrar o treino de ginásio (para quem tem essa possibilidade).
PREPARATÓRIO
Os treinos na zona E1 devem ser divididos por diferentes dias. Deve-se guardar um dia da semana para fazer um treino longo na zona E1 e que perfaça cerca de 75% do tempo total reservado para essa zona. Por exemplo, se temos 4 horas reservadas nessa semana para a zona E1, devemos fazer um treino de 3 horas nessa zona num dos dias da semana. O tempo reservado à zona E2 deve ser usado para fazer o aquecimento para os intervalos. Os treinos na zona E3 devem ser executados preferencialmente na BTT. Fazer sempre treinos na zona E1 após um dia de intervalos ou de E3. Se fizermos alguma prova durante este período, devemos contabilizar esse tempo com sendo da zona E3 (nesta fase o objectivo não é vencer… é treinar). Sprints e intervalos podem ser feitos durante os treinos na zona E1. Os sprints executados de preferência com a BTT. Os intervalos longos devem ser contabilizados como sendo E3.
COMPETIÇÃO
Tal como no período preparatório, deve-se guardar um dia da semana para fazer um treino longo na zona E1 e que perfaça cerca de 75% do tempo total reservado para essa zona. O tempo reservado à zona E2 deve ser usado para fazer o aquecimento para os intervalos. Os treinos na zona E3 devem ser repartidos em diferentes dias. Um dos treinos na E3 deve ser executado em estrada e o outro em BTT. Fazer treinos na E1 no dia a seguir a treino de intervalos ou E3. Os intervalos longos devem ser contabilizados como sendo E3.
Deve-se ajustar o treino consoante o calendário de provas. Na semana anterior a uma prova deve-se reduzir o volume de treino e manter a intensidade mas diminuindo o número de repetições de intervalos.
COMO É QUE ISTO SE TRADUZ EM NÚMEROS?
O programa descrito está feito para um total de 300 horas de treino. O que mais me agrada neste esquema é a sua simplicidade (pode parecer que não, mas é dos mais simples que já vi).
Durante a BASE, o que muda é sobretudo o aumento do volume de treino. É usado o esquema de “3 semanas a subir e 1 abaixo” durante o programa quase todo. Não é dado demasiado ênfase ao treino intervalado, que é muito desgastante e que não é fácil de executar, pelo menos para nós mortais comuns.
Os conceitos de continuidade, variabilidade, repouso, progressividade estão bem patentes.
Este programa está vocacionado para quem pratica BTT, o que para nós assenta que nem uma luva. Para já porque praticamos BTT e nunca escondi que é a minha modalidade predilecta. Por outro lado, mesmo tendo provas de estrada, se formos a ver com atenção, as provas de estrada que realizamos cá têm a mesma duração das de BTT e são provas de um dia, logo não acho que este esquema de treinos esteja muito longe do que deveríamos treinar para estrada. A componente de resistência para quem pratica BTT não assume um peso tão importante quanto aquele que teria no caso de estarmos a treinar para provas de estrada com 150-200 km diários e durante vários dias seguidos.
Este post é para ler, reler, voltar e ler e reler. Nunca esquecer que isto é só um esquema e como tal pode ser adaptado ao gosto de cada um e à disponibilidade de treino de cada um (e às criticas de cada um... lol)… basta ajustar tempos e semanas. Não deixa no entanto de ser uma boa base de orientação.
Divirtam-se!
quinta-feira, janeiro 10, 2008
SOMOS O QUE COMEMOS ?

Resolvi abrir este tópico, pegando na deixa do Resendes - «comam bem !»
De facto, há três regras fundamentais para ser um bom desportista :
1- Treinar bem (ver post anterior)
2 - Comer bem
3 - Descansar bem (lol... não é preciso fazer um post para isso...)
Correndo o risco de estar a escrever aquilo que já toda a gente sabe, comer bem não é comer muito - é sim, comer com qualidade, respeitando a roda dos alimentos, evitando excessos e sabendo prevaricar de vez em quando (sim, fazer asneiras faz parte da coisa...)
Sei que temos aqui especialistas no grupinho, que certamente não se importarão de deixar umas dicas à malta.
No entanto, posso deixar aqui umas noções gerais.
a) Não treinem em jejum. Tentem habituar o seu organismo a tomar o pequeno-almoço ou lanchar, antes dos treinos (muito em cima do treino também não, especialmente se for treino de intensidade)
b) Bebam água antes, durante e depois do treino. A velha teoria dos 3 litros de água por dia está agora a ser refutada pelos especialistas, mas, evitando extremos, bebam liquidos pra re-hidratar.
c) Comam e bebam antes de ter fome ou sede. A fome e a sede são sinais que o nosso corpo envia ao cérebro, dizendo que está a faltar alguma coisa. Em competição, às vezes já é tarde demais.
e) Comam seis ou sete vezes por dia. Isto evitará grandes empanturranços às principais refeições, e armazenamentos indesejáveis de gordura.
f) Variem a alimentação o mais possível. Tentem que todas as refeições contenham hidratos de carbono, legumes ou saladas, e proteína.
Um dos meus truques é trocar a fonte de cada um deles, de uma refeição para outra. Se comi arroz ao almoço, como feijão ou lentilhas ao jantar. Se almocei legumes, como salada na refeição seguinte.
Eu adoro cozinhar, e uma das coisas que me dá mais pica é mesmo ir trocando os alimentos - quando vou às compras, penso «o que é que eu já não como há mais tempo ?»...
Evito a carne como fonte de proteína - só mesmo de vez em quando. O peixe tem muito menos toxinas, e após um treino, com o corpo cansado, tem uma digestão muito mais fácil. Para quem gosta, a soja, o tofu e o seitan são óptimas fontes de proteína, sem gordura nem colesterol.
OK, isto é uma generalidade - agora vamos a postar, coloquem dúvidas mais relacionadas directamente com o ciclismo, relatem as vossas experiências e preferências, e partilhem as dicas !
terça-feira, janeiro 08, 2008
O que é prometido é devido aki vai....

O treino de força, para provas duras e longas, dos ciclistas, de estrada, e, no caso específico do BTT, ainda se torna mais importante, uma vez que esta é uma modalidade que representa um desgaste muito grande para as articulações e músculos, daí que se deva complementar o treino de volume tão usual nesta fase com um treino de resistência muscular. Este treino pode ser realizado num ginásio ou em casa.
A estrutura do treino deve ser constituída por 8-10 exercícios que exercitem os principais músculos do corpo, alternando entre tronco e pernas (ex: - peito, quadricípetes, dorsais, posteriores da coxa...), o treino deve ser executado em circuito de 3-4 séries, devendo ser feitas 15-20 repetições em cada exercício.
O treino de pernas com o objectivo de desenvolver a resistência não deve provocar dores que limitem o treino na bicicleta, este deve ser executado com cargas moderadas de modo a executar entre 15-20 repetições em todas as séries, o objectivo deste treino não é a fadiga muscular total mas sim o treino das fibras de contracção lenta.
O trabalho de ginásio é muito importante nesta altura...mas não entendam o ginásio como uma "fábrica de músculos". Não abusem nas cargas porque o que interessa para o ciclismo em geral é a resistência muscular.Em exercícios de resistência muscular são usados pesos relativamente ligeiros mas a velocidade e o número de repetições é mais elevado.Para começarem um treino de resistência muscular tem que haver uma base de trabalho.
Devem trabalhar até conseguir atingir um patamar elevado, não tentando superar os níveis máximos. Este é um período longo, e há que ter paciência e, calmamente, evoluir aumentando a carga racionalmente, pois as hipóteses de lesão por movimentos incorrectos são muitas e a sua recuperação é muito complicada e morosa.
Assim que atingirem um patamar de forma aceitável, pode até, certamente, ocorrer um desenvolvimento visível da massa muscular.
Falo apenas por experiência pessoal e não estou de modo algum habilitado a recomendar planos, por isso não tomem esta "dica" como religiosamente correcta ou adaptada a todos. Falem sempre com um profissional de desporto, antes de irem ao ginásio….
Caso queiram, para vossa informação, saber o ke significam treinos Anaeróbios e Aeróbios, consultem ….www.jor-med.blogspot.com
De resto…de resto é como diz o JoCardoso: “…comer qualquer coisa e pedalar….pedalar…pedalar…” E, olhem que dá resultado!
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Vergonha? "Óh meus amigos zZ zZ!"

Bons olhos nos leiam a todos aqui,
Quem não se lembra do personagem Diácono Remédios criado pelo humorista Hermano José na tão célebre Herman Enciclopédia que tantos risos fazia soltar. Pois é, apetece chamar esse personagem a este espaço para exclamar bem alto: "Óh meus amigos zZ z Z!"...
Já faz muito tempo que não publicava um texto aqui. Já devem se ter esquecido do quanto escrevo, mas vou relembrar-vos. Talvez assim deixem de querer discutir no jeito que se discutiu só para não verem outro texto de tamanho igual.
Aproveito então toda a polémica para me lançar numa tentativa de sensibilizar todos, já que há coisas às quais não consigo ficar indiferente. Tenho vida que me corre nas veias e há que aproveitar esta dádiva para contribuir para algumas coisas pelo mais pequenas que sejam. Posso não ter a mesma disponibilidade como outrora para o ciclismo — de momento —, mas não me esqueço o quanto esta actividade, e convívio com todos, me ajudou numa altura difícil da minha vida. Portanto, hei-me aqui sem medo de qualquer crítica. “Sou o que sou”, quem me conhece sabe como me interpretar, quem não conhece vou confiar que irá reler bem antes de responder, mas se restar dúvidas estou disponível para mais esclarecimentos, basta comentar.
Para iniciar esta divagação, saliento que se escreve “açoriano” e não “açoreano”. É com “i” e não com um “e”. Aproveito para alertar quanto a este pormenor, pois se o Biclas é tão visitado assim, talvez a minha professora de português também nos visite aqui e assim suba a minha nota. E, Zanetti, não te irrites por corrigir este pormenor. Há coisas que só nos enriquecem, tal como este esclarecimento, pois se encontrares um erro do género neste meu texto podes alertar-me, até agradeço.
Se fizesse um apelo, diria em LETRAS GRANDES:
- Tenham calma, respirem fundo! Todos temos problemas, mas não temos de falar com todos como se fizessem parte do problema — a solução de um problema começa por reunir todos em torno dele para juntos encontrarmos a solução —, pois assim "desunidos" a única coisa que vamos conseguir é gerar mais um problema. Neste caso, toda esta polémica. Até rima! O barrete serve a quem o meter. Na verdade, serve a todos nós em determinadas situações da vida, seja aqui ou em “cascos de rolha”. E, atenção que com a expressão “cascos de rolha”, não me estou a dirigir a um sítio em específico. Reparem como é fácil gerar mal entendidos.
O Carlos foi infeliz na expressão usada, é certo, mas por favor ninguém se arme em vítima, como se tivéssemos de nos meter de joelhos a pedir desculpas, pois quem ler de boa vontade pode apreender que a expressão “cascos de rolha” não está a ofender ninguém, mas sim a expressar o sentido de "distância". “Cascos de rolha” é todo e qualquer sítio que fique longe do pontinho minúsculo (é o que somos perante a imensidão do universo, assim tão pequeninos algures no infinito) onde quer que estejamos. Neste caso, estamos em "nove pontinhos minúsculos" à deriva e esquecidos. Um dia alguém disse que algures só se lembram dos açorianos nas desgraças e vergonhas. Querem dar razão a esse alguém? Acho que não.
É com pena que assim seja nesta sociedade onde cada vez mais impera o sentido de "sou mediático, logo existo". E não, não estou a defender ninguém ou acusar seja quem for, simplesmente a apelar ao bom-senso de todos. Vamos deixar-nos de guerrilhas. E, lembrem-se que noutros sítios, de Portugal, é dito que "cascos de rolha" é aqui mesmo nos Açores: ficamos “looonge”! Ainda não ouviram falar no célebre sítio “Cu de Judas”, em São Miguel, que apareceu num mapa divulgado por e-mail? Quem se lembrou de tal foi com sentido de humor e prefiro o riso à discussão.
Atirar a primeira pedra uns aos outros é sinal de não saber ler entrelinhas ou então que se anda distraído na sala de aula chamada “vida”. Tive um professor que dizia que a definição de inteligência é “saber ler entrelinhas”. Pensem nisso. Caso contrário, não irão perceber nada do que disse. Reparem como as interpretações são infinitas!
Quanto ao “Off topic”, podem dizer o que quiserem, mas quem governa aqui no Biclas é o "Senõr" Ludovic — como criador do blog que é — e se nunca levantou nenhuma regra a respeito disso, é porque tal como todos habitualmente fazemos, partilhamos de um espaço onde não há censura, onde podemos expressar-nos livremente, seja nos comentários seja nos textos publicados. Se discordam sempre há a opção de moderar os comentários. Não vá acontecer como aquando daquele caso de um certo autor de um blog ter sido chamado a responder em tribunal. Enfim, sim, a censura existe por pressão de certas imperfeições ainda implícitas na nossa sociedade. Mas, não se esqueçam que isso no Biclas até depende de nós, pois uma das mais valias deste espaço é isto mesmo, o poder discutir as coisas.
É pela discussão neste espaço e não só, que o ciclismo reapareceu nos Açores em termos de mediatismo (o que apela muitas pessoas para a prática também), pois acreditem ou não, tudo começa no mundo das ideias. Quando se pode expressar uma ideia, discutir, reunir consenso, sensibilizar, entre outros aspectos, e reunir tudo isso num espaço a que todos os interessados tenham acesso, está-se a dar o primeiro passo para se poder agir! Alguém discorda? Duvido.
Os Açores também são um sítio acolhedor. Se alguém, seja de que parte do mundo for, quiser vir cá confirmar verá que o espaço aéreo ou marítimo é um corredor livre. Pena é termos de pagar pela liberdade. Um mal entendido não fala em nome de todos! Quanto a isso passo a palavra ao Carlos que poderá reafirmar o que foi dito por mim ou acusar-se colocando o seu pescoço na guilhotina que parece ter sido pincelada em tela não identificada. Não é micaelense de origem, mas vive cá há tantos anos que é como se fosse, ou pelo menos assim sente. Devíamos considerar isso como um elogio da parte dele, sinal d´O nosso saber acolher.
O melhor... melhor, seria podermos todos (ilhéus e continentais) ir tanto a Portalegre como correr por cá (nos Açores) e os continentais que gostam de correr em Portalegre (e os ilhéus que se encontram a viver lá) poderem vir todos cá! Isso sim seria o ideal. Utopia? Claro, não querem que se discuta, pois parece que não sabem discutir, como poderemos depois reunir consenso e agir? Por este caminho, nem lá, nem cá. Resta-nos sonhar ou então escolher. Um mal açoriano? Não, não sou tão independentista assim. Prefiro a autonomia. Aquilo de que falava? É um mal português... — sou um cidadão do mundo, partilho com todos os terráqueos e até com alguns marcianos também — é o dividir-se em pontinhos minúsculos, esse sim é o nosso mal.
Por falar em agir. E se um dia o "Senõr" Jormed decidir, tal como fiz (por motivos meus), afastar-se da organização, como será (digo "será" porque a paciência esgota-se e pergunto-me onde vai ele arranjar tanta)? Vão esperar que apareça o Messias para salvar o ciclismo nos Açores? “Jormed is the man we trust”, entre outros noutras ilhas, mas ele principalmente em São Miguel, precisa que o imitemos, seguir o seu exemplo, pois qualquer dia, como ele diz (embora noutro contexto): “- PUM!”... Então, nesse instante, irão todos olhar em redor e os circuitos nos quais pedalamos hoje irão estar cheios de vegetação amanhã.
Agora exclamo bem alto: - "óh meus amigos zZ z Z" vergonha é dar importância ao que não interessa. Foi assim que se eclodiram as Grandes Guerras... alguém disparou e todos ripostaram (com base nos seus próprios interesses)!
"o sentimento deveria ser precisamente o contrário..."
ou seja:
Maratona de Portalegre 2008 -A VERGONHA
liguei para o clube asespedal para tentar resolver um problema com a minha inscriçao e com a do survivor ...
Fui amavelmente atendido pelo Manuel Vilela presidente do clube ,falavamos do problema em questao quando o Manuel entre outras coisas perguntou me se nos nao tinhamos ca um blog chamado biclas açores ,ao que respondi afirmativamente e com a alegria de lerem algumas das coisas que por ca se escreve e de saberem que nos existimos quando para minha surpresa a pessoa em questao mostrou se indignada por se ter escrito e passo a citar "pessoal que vai a provas a cascos de rolha",no entanto e segundo o sr Manuel Vilela o mesmo deixa o convite a todas as pessoas de la irem a "cascos" conhecer a realidade .Eu pessoalmente pedi desculpas em nome dos açoreanos porque nao e essa a realidade que queremos fazer passar ,muito menos a pessoas que merecem tudo de bom pelo quao hospitaleiras tem sido .
Meus senhores somos lidos em Portalegre ,lISBOA ,Porto ,sabe se la mais onde, vamos ser mais responsaveis ...
domingo, janeiro 06, 2008
Se é caro ir a esta ou akela prova, o problema é de cada um...

Caro amigo, Carlos Silva! Deixa-me dizer, ke em primeiro lugar sei ler e interpretar o teu texto, e por mais voltas de tentes dar, não consegues apagar a ”patada” (involuntária espero) na “atmosfera”, ao comparares a prova de Portalegre, com as ke se organizam por cá. Note-se e registe-se, ke desde já, tiro o meu chapéu a kem as organiza!
O Zannetti, fez o ke nenhum de nós se lembrou de fazer…Isto é: tentar arranjar à semelhança do ano transacto, só ke desta vez, maior, um grupo de açorianos, para, em festa, sairmos da rotina dos nossos trilhos, e participar na rainha das maratonas…É ke 107 kms, nakelas condições, não é para kualker um! E o prémio, para além das amizades e tudo o ke a organização dá, por uns míseros €38, é a consolação de podermos dizer…Eu estive lá!
Também não percebo, o porkê de dizeres “…e nós, micaelenses, por enquanto, somos uns privilegiados, pois as provas mais importantes disputam-se em S. Miguel…” Deixa-me dizer: não habia nexexidade”…Continuando, relativamente ao ke cada um faz com o seu dinheiro, seja ele muito ou pouco, ninguém tem nada a ver com isso!
Quanto ao "…abrir horizontes…", hoje, ninguém vai a uma competição, gigantesca, como Portalegre, para abrir horizontes, mas sim, perder-se nakela imensa multidão e testar-se a si próprio, pois as condições, são completamente diferentes das ke temos nos Açores, e das quais continuo a gostar…
Mas digo: é bom ver caras novas, subidas novas, descidas novas, bicicletas novas, paisagens diferentes e sobretudo, ver como é bom regressar a casa e dizer… Estive lá e consegui! Isso sim, não está ao alcance de qualker um…
Quanto ao calendário, o Jormed, poderá, no futuro, deixar a data de Portalegre, livre, para ke akeles, com muito ou pouco dinheiro, possam lá ir participar. Afinal, estamos em Portugal, e somos todos crescidinhos!
O Ricardo, amigo ke muito prezo, axo ke se estendeu ao dizer ke a maratona de Portalegre não é benéfica para a saúde! Deixo, para ele, apenas uma pergunta:
Uma prova de XC de 2:00 Horas, sempre em OVER POWER, como as ke se Têm realizado entre nós,e ke os batimentos cardíacos, atingem sempre ou quase sempre o seu limite, é boa para a saúde? É apenas, uma pergunta simples!
Quanto aos restantes comment’s…sublinho!
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Maratona de Portalegre 2008
Passando ao essencial da questao venho aqui saber da disponibilidade a nivel açores de juntarmos uma rapaziada para irmos a Portalegre fazer a maratona de 40 ou 100 kms de acordo com as condiçoes tecnicas e fisicas de cada um .
As inscriçoes abriram no dia 1 de janeiro e este fim semana quase garantidamente esgotarao as 3000 vagas .
portanto digam algo caso vos interese para caso queiram ir em grupo para fazermos a festa ,pedia celeridade porque senao ficamos apeados ,obrigado
franco1980@gmail.com qualquer duvida disponham