segunda-feira, maio 22, 2006

"quando um amigo se vai..."

Sempre me limitei a escrever de maneira técnica ou sobre questões de bicicletas aki no biclas. Não creio ser possuidor da capacidade de escrever novelas ou poesia. Sempre fui um homem simples com alguma experiência em bicicletas, com vocação para aprender da experimentação e de uma certa “aficion” e para por no papel o ke diria outra pessoa enquanto converso com ela.
Mas estas linhas ke se seguem, se bem ke tenham a sua parte histórica, são escritas por mim desde o outro lado do meu ser. É a história de um pedaço de metal e dos respectivos componentes, com forma de bicicleta, cuja origem desconheço, ke sei a kem a comprei, ke me lembro do tempo em ke fui o seu proprietário e hoje pertence a outra pessoa.
Meus amigos, falo-vos de uma bike, ke é a grande responsável pelo vício ke hoje sinto pela lama, vento, chuva e por todos os prazeres ke as bikes me proporcionam. Estou-vos a escrever, porke hoje vi akela relíquia ke vendi a um amigo e nakele momento me provocou uma sensação terrível de nostalgia…
Quando era ainda um adolescente, escutei uma canção de Alberto Cortez, que dizia algo assim: “ quando um amigo se vai, fica um espaço vazio, ke não se pode encher com a chegada de outro amigo”. Assim se passa comigo quando uma bicicleta se afasta das minhas mãos mas, como seguramente deve passar a vários ciclistas, há bicicletas ke “doem mais” quando se vão. Esta é uma delas…é apenas uma pekena história de uma Sirla ke tive! Desculpem lá a pieguice, mas sou assim mesmo! Ás vezes um piegas…Abraços!!

5 comentários:

Ludovic disse...

Realm/ tb sou assim... Antes de ir para portalegre, passei no jasma para ver se já tinham o meu disco XT traseiro. Em conversa com o rapaz lá da loja fui lá à oficina... o q lá tava pendurada na parede, ao lado duma Genius, era a minha ex- expert racing, com aquele tom de azul q eu gostava tanto, e aquela rock shox sid world cup... q pena ainda tar pendurada! O bacano da loja disse-me q em principio a ia desmontar e vendê-la às peças :'(
C'est la vie... acompanham-nos sempre, a bem ou a mal, mas no fim queremos é sempre despacharmo-nos delas. É pena n podermos ficar com todas... Depois tb iriam ficar encostadas com pouca utilidade.

rui madruga disse...

Só espero que isto não seja tipo encontros de alcoolicos anónimos, ou de infelidades, ou coisa que se pareça, mas tb me lembro de todas as que tive e nunca me esquecerei.

André Arruda disse...

Compreendo perfeitamente o que sentes, Survivor, porque associada a bicla está o conjunto de emoções\sentimentos despertados que vivemos em cima dela, há um bocado que fica conosco e há outro que parte, e esse custa a engolir..

He madruga, és mm mazinh!!! lol

Força pessoal, abraços ;)

sóBIKE disse...

isto tá a ficar para o sentimental..então? os homems não choram....minha rica RALEIGH que eu tinha quando era puto...verde garrafa...lindaaaaaaaaaaaaaaa

survivor disse...

Ai choram, choram sóBIKE!
Na Maratona PTG100, á minha frente ia um tipo com uma LAPIERRE em carbono e no final da 1ª. grande (perigosa) descida, depois das antenas de Serra de S.Mamende, espalhou-se mesmo na minha frente, num pequeno riacho. Resultado...suspensão da frente partida junto á caixade direcção, um joelho com um corte p'ra aí de cinco centímetros e o tipo só dizia: "Epá minha rica suspenção! Tou feito - foi a minha mulher ke me ofereceu...foi estreada hoje - e agora!? Até fiquei com pena...era mesmo para chorar!!!!